Pereira Filho deixou poucos registros em 78 RPM como solista. Estreou em 1933 quando gravou para a Victor a peça “Jongo Africano”, obra inspirada em motivos típicos de moda de viola, explorando progressões em intervalos de terças e sextas; utilizou ainda efeitos de percussão caracterítiscos dos batuques, recurso muito explorado na execução ao violão de peças chamas “típicas” brasileiras.
Como intérprete possuía bastante desenvoltura técnica principalmente na execução de escalas.
Uma nota na Revista Cinearte no ano de 1934 informa” Pereira Filho anuncia, entusiasmado, a sua mais recente novidade: o violão elétrico que mandou vir da América.
Foi com este violão que gravou, entre outras, a obra “Edinho no choro”, acompanhado de outros instrumentos dentre os quais se destaca a percussão.
Seu pai, o violonista João Pereira Filho, deixou um dos raríssimos métodos de ensino brasileiro dedicado à técnica clássica de execução.
Atuou como solista e diretor de orquestras e conjuntos regionais, em emissoras de rádio e televisão cariocas, entre as quais Rádio Nacional, Rádio Mayrink Veiga, TV Tupi, TV Excelsior e TV Globo.
