Mozart Bicalho

1901—1986

Mineiro de Bom Jesus do Amparo, Bicalho vem de uma família de músicos; o pai tocava vários instrumentos e era o diretor da banda local, a mãe professora de canto e regente de coral e também músico, seu irmão Antonio Bicalho, que foi aluno do Instituto Nacional de Música e diretor da banda da cidade. O violonista e compositor realizou cerca de 22 registros fonográficos, acompanhados de um outro violão. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1923 retornando a Minas Gerais 20 anos mais tarde. Fez música para vários letristas, assim como escreveu textos para serem musicados.
Sua obra dedicada ao violão é bastante simples no sentido da concepção melódico-harmônica e se compõe sobretudo de valsas e alguns choros. A este respeito cabe reproduzir a citação Ronoel Simões uma das maiores referências no conhecimento do universo violonístico brasileiro, que consta no livro dedicado a Mozart Bicalho de autoria de Renato Sampaio: “um dos maiores méritos de Canhoto ou de Mpzart Bicalho não reside, propriamente, no ambasamento teecnico de suas execuções, mas sim, no fato de que, por refletirem com perfweição a estética da própria época, ninguém até hoje conseguiu superá-los na pureza, na poesi e no nível de interpretação que só eles souberam alcançar”.

Partituras
Alma de Artista 1929
Mozat Bicalho
Choro Sete 1940
Mozart Bicalho
Gotas de Lágrima 1930
Mozart Bicalho