
Violonista e compositor nascido no Rio Grande do Norte, veio para o Rio de Janeiro estudar no Colégio Batista patrocinado pelo governador de seu estado Antonio José de Melo e Souza, que ficara impressionado com a execução do jovem músico em concerto realizado naquela cidade em 1920.
Em 1928 passou a integrar o conjunto Flor do tempo, composto por alunos do Colégio Batista, entre os quais Braguinha e Almirante, grupo que reorganizado daria surgimento ao Bando de Tangarás que teve como fundadores Braguinha, Alvinho, Henrique Brito, Almirante e Noel Rosa.
Descrito por Almirante como possuidor de uma personalidade excêntrica e irrequieta foi protagonista de cenas absolutamente surreais. Certa vez num passeio pela Floresta da Tijuca com colegas de escola encontrou uma cabana, onde acharam escondido sob a terra um revólver. Brito disse: — vou me matar !, e puxou o gatilho. Nada aconteceu. Apontou a arma para um amigo, avisando: — vou matar você. O revólver disparou.
Henrique Brito gravou cerca de 16 obras entre 1930 e 1931. Em 1932 foi aos Estados Unidos onde permaneceu por aproximadamente um ano. Na volta, trouxe um violão elétrico, provavelmente o primeiro exibido no Brasil.
Como intérprete, possuía recursos que lhe permitiam executar efeitos como trêmulos e melodias bem articuladas, destacadas do acompanhamento e da linha dos baixos. Como compositor, criou obras de interesse musical nas quais utilizava acordes alterados, apresentando uma harmonização que não era corrente nas produções das primeiras décadas do século XX. Além de obras para violão solo escreveu melodias, algumas das quais editadas. Foi parceiro de Noel Rosa na canção “Queixumes” , gravada originalmente por Gastão Formenti.
