Muito pouco se conhece da vida e da carreira deste violonista e compositor. Foi aluno de Josué de Barros, responsável pelo início de sua trajetória artística. Suas primeiras gravações foram feitas na Parlophon em 1928, registros que realizou sempre acompanhado, seja por um piano ou por outro violão. Entre os violonistas que atuaram a seu lado, destacam-se Jaime Florence, o Meira e Romualdo Miranda.
Entre os anos de 1928 e 1931 gravou cerca de 20 obras; saiu de cena e voltou a gravar apenas em 1960, quando registrou para a Odeon o samba “Agora é cinza” de Bide e Marçal e “Tudo é azul”, composição de sua autoria.
Como compositor e intérprete, limitou-se a praticar tipo de repertório em que quase não explorava os recursos técnicos do violão. Escreveu tangos, cateretês e sobretudo valsas cujas melodias que não primavam pela criatividade, estavam bastante alinhadas com a tradição do repertório típico do violão brasileiro praticado por Américo Jacomino.