Nascido na Bahia, o violonista e compositor Josué de Barros marcou a história da música popular brasileira, ao ter sido professor de violão e responsável pelo início da carreira artística de Carmen Miranda.
Além desta artista, lançou o compositor Assis Valente gravado pela primeira vez por Carmen Miranda, os cantores João Petra de Barros, Araci de Almeida, Marília Batista que foi sua aluna de violão e ainda o violonista, também seu aluno, Glauco Viana.
Nos anos de 1950 passou a executar um violão elétrico, instrumento utilizado por artistas como Pereira Filho, José Menezes, Garoto, entre outros.
Gravou cerca de 13 obras ao violão e deixou ainda alguns registros como cantor entre os quais a cena cômica “História de um capitão africano”. Carmen Miranda estreou na Victor com duas canções de sua autoria, “Dona balbina” e “Triste jandaia”.
Josué é o autor da obra “Babaô miloquê” gravada em 1929 pela Orquestra Victor Brasileira; registrada como batuque africano é considerada um dos primeiros registros de ijexá na música brasileira. Por conta dessa gravação Oscar Arruda o definiu como “o homem que aprendeu a tocar violão numa macumba”. Como violonista, Josué apresentava um toque firme, bem articulado, executando o violão com cordas de tripas.
