A gravação da valsa Petita em 1910 para a Victor, executada por Mário Pinheiro, é uma surpresa para o universo violonístico brasileiro. Primeiramente, por se tratar de um dos primeiros registros solo do instrumento e sobretudo por ter sido realizado por um artista reconhecido por suas habilidades vocais.
Junto a Cadete, Bahiano e Eduardo das Neves, podemos dizer que Mário Pinheiro foi um dos grandes nomes da fase mecânica de gravações.
Apesar de trazer no selo a denominação “choro ao violão” certamente uma definição genérica de peça para violão, a valsa escrita em duas partes, se inicia com uma melodia na região média do violão executada na quarta corda do violão.